18:30h - Em meio ao trânsito central carioca, quase chegando nos arcos da Lapa, surge um selvagem pipoqueiro que possuía famigerados saquinhos de pelinhas.
Olho aquela preciosidade, mas minha vergonha obesa não permite expressar meus sentimentos.
Eis que o meu herói diz: Huumm pelinha, pena que o sinal ta aberto.
Yo, la rica pancita: Ah, se tivesse fechado chamava o cara. Uma pena, mesmo.
Herói: Vai lá amor, que eu te espero. ahaha
Yo, la rica pancita: Ah ta! Estou descalça já.
Herói:Eu iria. Vou correndo.
Both: ahahahahhaha
Herói: Vou encostar o carro e você vai.
Both: ahahahahhaha
Yo, la rica pancita: Então pára que eu vou.
Herói: Mas você está descalça...
Yo, la rica pancita: Já calcei. hihi
Both: ahahahahhaha
Eis que o argiloso sinal não fecha, mas o herói dessa noite vai parando devagarinho já na rua da frente, me dá a carteira e eu salto do carro correndo enquanto ele segue para dar a volta.
O pipoqueiro já deve estar acostumado com a hora do rush, rapidamente me entrega os saquinhos de pele (sim, espectadores, foram dois) já na sacolinha, com guardanapos e tudo.
Me imagino a Lara Croft Plus Size andando atenciosa e estrategicamente procurando o carro. Na emoção, não havíamos nem combinado onde ele iria parar.
Eis que quando chego perto do fim daquela ruela meu herói aponta em minha direção, vem devagar... Atravesso a rua num salto e ele consegue chegar a mim bem na hora que o sinal fechou.
Vitória!
Em meio a muitas gargalhadas, mãos engordurada e o fígado gritando, eu disse que iria escrever sobre essa aventura com grandes doses de colesterol. Nosso herói me indicou tirar a foto para ilustrar. Mas, mas... Já era tarde demais.
BCaroline @bc_esfinge

