Uma Esfinge sem Segredos

Histórias da realidade fictícia de vidas convexas...

Sonhei que estava pela rua balançando um jornal estericamente e gritando: "Bomba!! Buemba!! Explodiu meu coração! Estilhaçados cacos espalhados pelo chão seco... agora 'molhado' pelo meu sangue."
Ahhh como me sinto mais leve!!! CATACAPARÉUUUUU!!!


Se os sonhos fossem vendidos, eu agora estaria na Conchinchina pensando em que país seguir na noite seguinte.
Olha aqui: sonho, só, não enche barriga! Só enche de merda a cabeça da gente!
E o pensamento de esperança vazia...


Preciso de paciência!! Aliás, o mundo precisa...
1( inspira, respira)... 2... 3... 4... nem ao 5 eu consigo chegar!


Confusão.
Que angústia na garganta.
Será que não dá para esta minha alma entender de vez que não dá??!
Aceitar e pronto! Não que chegasse com isso a ser feliz, mas evitaria grande parte desta dor.

Mas quem disse que gosto de evitar algo? Cabeçuda, estupidez de sempre querer se atirar na espada. Pena que o gladiador me vendo como presa, não quer me esquartejar de uma vez, prefere fazer pequenos cortes ardidos e ver meu sangue escorrendo vagarozamente.

Pior sou eu achar linda a expressão que a face dele tem quando me desfigura...

Eu até espanto os cavalheiros que pretendem me salvar.
Peço piedade ao gladiador, que me deflagre de uma vez...
"[...] Ah, se eu te pudesse fazer entender[..]"

Nada mais há ao meu redor, só a escuridão que me cerca e os fios luminosos e brilhantes do meu sangue que espirrou em seu rosto escuro.


DESACORDO ACORDADA em talvez...

B.Caroline








Posto abaixo um conto que não é de minha autoria, mas que gostei bastante e gostaria de compartilhar com todos.


Boa leitura...

A ESFINGE SEM SEGREDO

por Oscar Wilde
UMA ÁGUA FORTE


Achava-me numa tarde sentado no terraço do Café Paz, contemplando o fausto e a pobreza da vida parisiense, a meditar, enquanto bebericava o meu vermute, sobre o estranho panorama de orgulho e miséria que desfilava diante de mim, quando ouvi alguém pronunciar o meu nome. Voltei-me e dei com os olhos em Lord Murchison. Não nos tínhamos tornado a ver desde que estivéramos juntos no colégio, havia isto uns dez anos, de modo que me encheu de satisfação aquele encontro e apertamos as mãos cordialmente. Tínhamos sido grandes amigos em Oxford. Gostaria dele imensamente. Era tão bonito, tão comunicativo, tão cavalheiresco. Costumávamos dizer dele que seria o melhor dos sujeitos, se não falasse sempre a verdade, mas acho que, na realidade, o admirávamos mais justamente por causa da sua franqueza. Encontrei-o muito mudado. Parecia inquieto, perturbado e em dúvida a respeito de alguma coisa. Senti que não podia ser o cepticismo moderno, pois Murchison era um dos conservadores mais inabaláveis e acreditava no Pentateuco com a mesma firmeza com que acreditava na Câmara dos Pares. De modo que conclui que havia alguma mulher naquilo e perguntei-lhe se ainda não se havia casado.
- Não compreendo as mulheres bastante bem - respondeu.
- Meu caro Geraldo - disse -, as mulheres estão feitas para serem amadas e não para serem compreendidas.
- Não posso amar sem ter confiança absoluta - replicou.
- Creio que há um mistério na sua vida, Geraldo - exclamei. - Conte-me isso.
- Vamos dar um passeio de carro - respondeu. - Há gente demais aqui. Esse carro amarelo, não. Um de qualquer outra cor... aquele ali, verde escuro serve.
Dentro de poucos minutos estávamos a descer a trote o bulevar na direção da Madalena.
- Para onde vamos? - perguntei.
- Oh! para onde você quiser! - respondeu. - Para o restaurante do Bosque. Jantaremos ali e contar-me-á tudo a respeito da sua vida.
- Primeiro quero que você me conte a sua. Revele-me o seu mistério.
Tirou do bolso uma pequena carteira de marroquim com fecho de prata e entregou-me. Abri-a. Dentro havia a fotografia de uma mulher. Era alta e esbelta e de aspecto singular com grandes olhos misteriosos e cabelos soltos. Parecia uma clairvoyante (1) e achava-se envolta em ricas peles.
- Qual é a sua opinião a respeito desse rosto - perguntou ele. - Inspira confiança?
Examinei o retrato atentamente. Parecia-me o rosto de alguém que guarda um segredo, mas o que não podia dizer era se o segredo fosse bom ou mau. Aquela beleza parecia feita de muitos mistérios reunidos, uma beleza, de fato, mais psicológica do que plástica, e o ligeiro sorriso que lhe flutuava nos lábios era demasiado subtil para ter realmente encanto.
- Bem - exclamou ele, impaciente - que me diz?
- É a Gioconda em vestes de luto - respondi. - Conte-me tudo quanto a ela se refere.
- Agora não; depois do jantar - disse ele e começou a conversar a respeito de outras coisas.
Quando o empregado trouxe o nosso café e os cigarros, lembrei a Geraldo a sua promessa. Ele levantou-se da sua cadeira, caminhou duas ou três vezes acima e abaixo na sala e, deixando-se cair numa cadeira de braços, contou-me a seguinte história:
- Uma tarde, aí pelas cinco horas, descia eu pela Rua Bond. Havia uma terrível aglomeração de veículos e o tráfego quase parado. Perto do passeio estava parado um carrinho fechado, amarelo, que, por esse ou aquele motivo, atraiu a minha atenção. Ao passar ao seu lado, vi surgir dele, a olhar para fora, o rosto que lhe mostrei ainda há pouco. Fascinou-me imediatamente. Fiquei a noite inteira a pensar nele e o dia seguinte também. Subi e desci várias vezes por entre aquela maldita confusão, lançando um olhar perscrutador para dentro de todo carro, à espera do carro fechado amarelo. Mas não pude descobrir ma belle inconnue (2) e afinal comecei a pensar que era ela apenas um sonho. Cerca de uma semana depois, estava a jantar com Madame de Rastail. O jantar estava marcado para as oito horas, mas às oito e meia ainda nos achávamos à espera na sala de visitas. Por fim o criado abriu a porta e anunciou Lady Alroy. Era a mulher que eu estivera a procurar. Entrou muito devagar, parecendo um raio de lua cercado de renda cinzenta, e, para intenso deleite meu, pediram-me que a conduzisse à sala de jantar. Depois de nos sentarmos, observei-lhe com a maior inocência:
«Creio que já a vi, há algum tempo, na Rua Bond, Lady Alroy».
Ela ficou muito pálida e disse-me, em voz baixa:
«Por favor, não fale tão alto. Podem ouvi-lo».
Senti-me desditosíssimo por ter começado tão mal e mergulhei cegamente numa dissertação sobre peças francesas. Ela falava pouquíssimo, sempre com a mesma voz baixa e musical, parecendo receosa de que alguém a estivesse escutando. Senti-me apaixonadamente, estupidamente enamorado e a indefinível atmosfera de mistério que a cercava excitava, a mais não poder, a minha curiosidade. Quando ela se retirou, logo após o jantar, perguntei-lhe se poderia visitá-la. Hesitou um momento, olhou em redor para ver se alguém estava perto de nós e depois disse:
«Sim; amanhã a um quarto para as cinco».
Roguei a Madame de Rastail que me desse informações a respeito dela; mas tudo quanto pude saber é que era uma viúva, morando numa bela casa em Park Lane e, como naquele momento um desses cientistas cacetes começasse uma dissertação a respeito de viúvas, para exemplificar a sobrevivência dos matrimonialmente mais ajustados, despedi-me e fui para casa.
No dia seguinte cheguei pontualmente a Park Lane, no momento exato, mas o mordomo disse-me que Lady Alroy tinha acabado de sair. Dirigi-me ao clube, bastante desiludido e confuso e, depois de muito refletir, escrevi-lhe uma carta, perguntando-lhe se me seria permitido tentar a sorte em alguma outra parte. Por vários dias não recebi resposta, mas afinal chegou-me às mãos um bilhetinho, dizendo-me que estaria ela em casa no domingo, às quatro e com este extraordinário pós-escrito: «Por obséquio não torne a escrever para mim aqui; explicar-lhe-ei, quando o vir». No domingo, recebeu-me e mostrou-se perfeitamente encantadora. Mas quando me despedia, pediu-me que, se alguma vez tivesse ocasião de escrever-lhe de novo, dirigisse a minha carta para «Sra. Knox, aos cuidados da Biblioteca Whittaker, Rua Verde». «Há motivos - disse ela - pelos quais não posso receber cartas em minha própria casa».
Durante toda a temporada via-a amiudadas vezes e a atmosfera de mistério sempre se manteve em torno dela. Às vezes pensava que se achava ela em poder de algum homem, mas parecia tão inabordável que não podia acreditar naquilo. Era realmente difícil para eu chegar a qualquer conclusão, pois ela era como um desses estranhos cristais que a gente vê em museus e que são, num momento, claros, e em outro, turvos. Por fim, decidi-me a pedi-la em casamento. Senti-me doente e cansado daquele incessante segredo que impunha a todas as minhas visitas e às poucas cartas que lhe enviei. Escrevi-lhe para a biblioteca, perguntando-lhe se podia ver-me na segunda-feira seguinte, às seis horas. Respondeu que sim e senti-me transportado ao sétimo céu. Estava apaixonado por ela, a despeito do mistério, pensava então... em conseqüência dele, vejo agora. Não; era a mulher mesma que eu amava. O mistério perturbava-me, enlouquecia-me. Porque o acaso fez-me descobrir a pista?
- Descobriu-a então? - exclamei.
- Receio que sim - respondeu. - Julgue você por si mesmo. Quando chegou a segunda-feira, fui almoçar com meu tio e cerca das quatro horas encontrava-me em Marylebone Road. Meu tio, como você sabe, mora em Regent's Park. Queria alcançar
Piccadilly e, para atalhar, meti-me por uma enfiada de becos miseráveis. De repente avistei à minha frente Lady Alroy, com um espesso véu e caminhando muito apressada. Ao chegar à derradeira casa da rua, subiu os degraus, tirou do bolso uma chave, abriu a porta e entrou. «Aqui está o mistério», disse a mim mesmo e apressei-me em examinar a casa. Parecia uma espécie de prédio de aluguer. No degrau da porta estava caído o lenço dela. Apanhei-o e meti-o no bolso. Depois comecei a refletir no que devia fazer. Cheguei à conclusão de que não tinha o direito de espioná-la. Tomei um carro e segui para o clube. Às seis horas fui visitá-la. Estava sentada num sofá, em traje de chá, um tecido prateado, preso por uns broches de certas estranhas pedras lunares que sempre usava. Era de uma beleza perfeita.
«Alegra-me tanto vê-lo - disse. - Não saí hoje durante o dia».
Olhei para ela, estupefato e tirando o lenço do meu bolso, entreguei-lhe.
«Deixou cair isto esta tarde, Lady Alroy, na Rua Cumnor» - disse eu, calmamente.
Ela olhou para mim, aterrorizada, mas não fez o menor gesto para pegar no lenço.
«Que estava a fazer ali?» - perguntei.
«Que direito tem o senhor de fazer-me perguntas?» - replicou.
«O direito de um homem que a ama» - respondi-lhe. - «Vim aqui para pedi-la em casamento».
Ocultou o rosto nas mãos e desfez-se em pranto.
«Tem de responder-me» - continuei.
Ela ergueu-se e, fitando-me o rosto, disse:
«Lorde Murchison, nada tenho a dizer-lhe».
«Foi encontrar alguém» - exclamei. - «É esse o seu mistério».
Ela ficou terrivelmente pálida e disse:
«Não fui encontrar ninguém».
«Não pode dizer a verdade?» - exclamei.
«Já a disse» - replicou ela.
Eu estava a enlouquecer, alucinado. Não sei o que disse, mas foram coisas terríveis. Por fim, saí à pressa da casa. Escreveu-me uma carta no dia seguinte. Devolvi-lhe, intacta
e parti para a Noruega, em companhia de Alan Colville. Um mês depois regressei e a primeira coisa que vi no Morning Post foi a notícia da morte de Lady Alroy. Apanhara um resfriado na Ópera e morrera, dentro de cinco dias, de congestão pulmonar. Fechei-me em casa e não quis ver ninguém. Tinha-a amado tanto, tinha-a amado tão loucamente! Meu Deus! Quanto amara eu aquela mulher!
- E você, foi àquela rua, àquela casa? - perguntei.
- Sim - respondeu.
- Um dia, fui à Rua Cumnor. Não podia deixar de fazê-lo. Vivia torturado pela dúvida. Bati à porta e uma mulher de aspecto respeitável abriu-a para mim. Perguntei-lhe se havia quartos para alugar.
«Bem, meu senhor - respondeu ela - as salas podem ser alugadas, mas há três meses que não tenho visto a senhora e como os alugueres estão-se a acumular, o senhor poderá alugá-las».
«É esta a senhora?» - perguntei, mostrando-lhe a fotografia.
«É ela, sim, com toda certeza» - exclamou a mulher. - «E quando estará de volta, meu senhor?»
«Morreu» - respondi.
«Oh! meu senhor, não diga!» - disse a mulher. - «Era a minha melhor inquilina. Pagava-me três guinéus por semana simplesmente para vir sentar-se nesta minha sala de vez em quando».
«Encontrava-se com alguém aqui?» - perguntei, mas a mulher garantiu-me que tal não ocorria, que ela sempre vinha sozinha e não via ninguém.
«Mas afinal que fazia ela aqui?» - exclamei.
«Ficava simplesmente sentada na sala, meu senhor, lendo livros e às vezes tomava chá» - respondeu a mulher.
Não sabia o que dizer, de modo que lhe dei um soberano e saí. Agora, que pensa que significava tudo aquilo? Não acredita que a mulher estivesse a dizer a verdade?
- Acredito.
- Então por que ia Lady Alroy ali?
- Meu caro Geraldo - respondi - Lady Alroy era simplesmente uma mulher com a mania do mistério. Alugava aqueles quartos somente pelo prazer de ir ali, de véu descido
e imaginando ser uma heroína. Tinha paixão pelo segredo, mas não passava de uma simples esfinge sem segredo.
- Estou convencido disto - repliquei.
Lorde Murchison tirou do bolso a carteira de marroquim, abriu-a e olhou a fotografia.
Quem sabe? - disse afinal.




Notas:
1 vidente
2 Minha bela desconhecida

Volto em baixo estilo... mas pelo menos regressei. Prometo melhorar, aprimorar e TENTAR tirar todas as decepções das faces dos leitores.



MARIE MonoAmor
Marie parou pra pensar como é estranho gostar de bater a cabeça na parede. Insistir em algo que por mais que não se tenha futuro visível, ela continua insistindo.

Um dos seus maiores defeitos, teimosia. Quando quer uma coisa, pode haver um abismo, um infinito, mas Marie vai lá e pula de cabeça. Foi assim na sua infância, como aos seis anos montou ‘ao seu modo’, sozinha, sua piscina plástica infantil. Foi assim em sua juventude quando não despintou o cabelo “exótico” na escola militar. E assim também para conseguir uma vaga na faculdade, no emprego. E não é diferente no amor. A diferença neste caso do amor, é que nos outros quesitos, ela pulava, se lançava, insistia e ganhava. O amor ainda não teve esta fase premiada.

Do tipo feminista, rocha, forte, que não engole sapos. Isso para quem a vê de fora, por dentro ela se retorce por ter o que é principal de todos os âmbitos, o amor. Aos olhos externos, o amor não existe em sua vida. Ela concorda que ele não vive ali , mas sabe quanto ele explode dentro de si.

Sentada na poltrona do seu escritório, olhava sem ver, todos os livros da estante relembrando momentos passados com aquele amor. Amor que ela sabia que só vivia em seu cerne.

Com uma mão segurando a alça da xícara de café e a outra com os dedos roçando os lábios ela imaginava as cenas de quando Jacque chegaria.

Jacque era um matemático que vivia longe da cidade de Marie. Se conheciam desde sempre, mas foi na adolescência dela que tudo aconteceu. Desde o começo ela tomou a iniciativa. Ainda olhando o nada, Marie lembrava o dia em que ela se declarou, e ele pasmo, se desviando em palavras, nem a cuspia, nem a beijava. E sem que ela percebesse, aquele seria uma amostra do que viria pela frente. Apesar de se beijarem no ano seguinte e ela ter sua vida em nuvens, ele partiu. E voltaria só depois de muito tempo. Seco, frio como uma manha de outono.

Num estalo, Marie voltou-se para a manhã do outro dia. Dia em que o reencontraria.

Mais uma vez, como em todos os anos, Marie queria libertar desse mono-amor em que só ela amava. Mas até nos pensamentos ela se via acabando em seus braços. Era muito confuso para ela, um amor gratuito, não correspondido. E não era paixão, porque apesar de anos que se viam (mesmo que esporadicamente) nunca chegaram a transar realmente. Era com todas as certezas do universo, um amor puro e verdadeiro.

Apenas Lili, sua leal e paciente amiga, sabia de toda a história. Ela queria apenas o bem de Marie, e sempre insistia para que ela saísse, para que conhecesse pessoas novas. Para que olhasse para os homens que a cortejavam. Para que oferecesse oportunidade para aqueles que ajoelhavam aos seus pés. Lili entendia a cegueira de Marie. E quando Marie chegava sempre contando dos seus momentos bons e frustrados com Jacque , ela a ouvia pacientemente.

Marie se lembrava da amiga, enquanto pensava na chegada de Jacque . Pensava em ligar pra ela e marcar uma viagem para fugir daquele local, para não encontrá-lo. Não teve coragem de largar a xícara em sua mão, sequer ainda de pegar o telefone. Preferiu refletir sobre sua coragem, sobre o questionamento da família de Jacque , sobre a racionalidade firme dele, sobre o amor que ele não sentia, nem sequer sabia que existia. E foi pensando que iria deixá-lo para sempre e guardar aquele amor só para si, que ela adormeceu sobre a escrivaninha.

Ao acordar com a primeira luz da manhã batendo no seu rosto, Marie levantou-se automaticamente e caminhou até o toillet, abriu a ducha e lá deixou a água cair sobre seu corpo por quase uma hora. Uma hora livre, sem pensamentos, sem angustia, apenas a delícia da água lavando seu corpo e sua alma.

Quando já desperta em seu quarto, se secando e decidindo qual roupa usar, lembrou-se que era o dia fatídico. Virou-se para o grande espelho do armário, arqueou as sobrancelhas e decidiu ali mesmo que acabaria com tudo.

Deliciou-se calmamente com seu café da manha, teve um produtivo e excelente dia de trabalho, ainda bebericou umas coisas com algumas amigas e sorridentemente voltava pra casa.

No caminho, pouco antes de chegar a casa, verificou uma mensagem de Jacque em seu celular: “Cheguei, ok.” Simples, dura e seca como ele.

Ela não sabia se era a bebida ou se foi o impacto, mas seu corpo ficara fraco. Assim como seu coração arrebentou-se da barreira que ela própria colocara de manhã. Respondeu imediatamente a mensagem agradecendo a vinda e o saudando. Iriam se encontrar. Era fatal.

Se encontraram na mesma noite em sua casa. Quando a campainha tocou, seu coração disparou como se fosse pular para fora do peito. Ela abriu a porta sem o olhar, o convidou para sentar. Assim ela o olhou, timidamente. Ele sentado e ela de pé a sua frente conversaram por 3 minutos coisas corriqueiras, quando ele levantou e a beijou. Não houve resistência. Amor! Palavra que ele tanto foge, mesmo que mono. Ela o agarrava de forma tão intensa que parecia que não o soltaria. O cheirava, beijava sua face. E tudo voltara ao normal. Decidiram dar uma volta pela cidade. Caminharam juntos ora abraçados, ora de mãos dadas. Olhavam-se com ternura. Como se o amor deixasse de ser mono e virasse co-amor. Uma tontura solta em sua cabeça, não a deixava estar completa naquele momento, porque questionava se aquilo era real, se era espontâneo da parte dele.

Já voltara a esperança de um futuro juntos. E ela sentia que de certa forma ele estava presente. Voltaram para casa de Marie. E ali sim desabrocharam todas as vontades, todas as paixões. Num ato Kamikaze, ela depreendeu de toda timidez que havia e admitiu que se explorassem mutuamente naquele vulcão de hormônios, de saudade, de vontade. Como se naquele momento nada mais houvesse, nenhuma mágoa, nem ressentimento, nem escadas, nem paredes, janelas e o mundo. Só possuíam dois corpos em febre.


B*Caroline
Agora eu sou uma ***

Decifra-me ou devoro-te...

Não vai me decifrar nunca...

Soy Yo

Minha foto
A ESFINGE indecifrável, que não própria se entende. E está presa nas próprias teias... Eu sou uma pessoa extremista, um pouco altruista. Fácil e difícil de se lidar, depende de qm for. Eu sou mto forte, por fora... Alguns chegam a dizer q sou doce, mas esses não podem comentar, talvez isso esteja no fundo do meu cerne. Eu qro é mais viver!! Mas tenho medo da vida... Eu amo estando sozinha... Sou fiel aos meus princípios, mesmo batendo a cabeça na parede. Mas posso mudar se ver q o 1+1 talvez não seja realmente 2. Bom pra maioria eu não me fiz entender. Uffa que alívio... Fico feliz com quem entendeu, vem cá...

BC e a hora certa ;)