Era tarde e o sol já havia desaparecido para seu descanso diário. Notadamente as estrelas trabalhavam em seu lugar, e tinha-se a impressão que nesta noite, elas estavam estimuladas a brilhar mais que o de costume. Talvez fosse a minha felicidade que as tornava mais encantadoras.
Em meio ao meu entorpecimento de admiração, surgiu um lapso dos problemas, esses espinhos que ferem os olhos à realidade. Não consegui entender porque as nuvens, mesmo as mais leves, pesam mais que o brilho e calor do Sol? Pesam tanto que se desintegram e transformam-se nessas imensas gotas salgadas que brotam dos meus olhos em chama. Neste momento não há sol, não há nada que as façam parar de correr em minha face. A dor em minha cabeça são essas nuvem se chocando, formando esses raios. Não há sol, não há orvalhos, não há brisa que me faça flutuar e fazer parar de chover.
BC

