Uma Esfinge sem Segredos

Histórias da realidade fictícia de vidas convexas...



Pra que falar em alegria, se o que me resta é inquietação. A inquietação da minha consciência que não tem catarata ou astigmatismo e enxerga perfeitamente a realidade dos instantes, de todos eles, até os irreais.

Então, se a consciência é perfeita não posso culpá-la pelos dissabores. Só quem pode ir à fogueira sou eu. Driblo todos os avisos em forma de sintomas; esquivo-me dos meus auto-conselhos e no impulso mergulho de cabeça em mais uma rocha pontiaguda.




O que eu queria mesmo era dizer adeus sem olhar para trás, dizer já de costas enquanto caminhava rapidamente, quase como um trote. O sobretudo aberto esvoaçava como que por efeitos especiais. Em meio segundo, sem perder os passos e sem olhar para qualquer lado, se não para frente, amassei e joguei o voucher de uma maneira automática em uma alta e esquia lixeira prateada. Quase tropecei numa criancinha, mas não tinha nem ar para parar e pedir desculpas. Alcancei a imensa porta transparente, que um senhor assustado segurou enquanto eu transpassava loucamente, entrando num táxi, aonde o chofer abrira a porta para outra pessoa. Sentei, abaixei a cabeça, e respirei fundo sentindo a lágrima subir pela narina. Queria pedir para arrancar logo o carro e irmos, mas para onde? Era o que eu queria ter feito...

Abri os olhos e me vi....

Estava sentada, ansiosa, balançando a perna direita e olhando o voucher que gostaria de ter jogado fora em minhas mãos. Enquanto balançava a perna tentei me concentrar na sujeira de barro na borda lateral da minha bota. Olhei o painel. O vôo não atrasou como eu queria que acontecesse. Sempre atrasa, hoje não. Lei de Murphy.

Era fraca o suficiente para ficar ou porque não sairia correndo? Uma decisão deveria ser tomada, e eu só queria atirar nos auto-falantes do aeroporto, para que aquela voz anasalada and apiranhada parasse de tagarelar...



* BC

Decifra-me ou devoro-te...

Não vai me decifrar nunca...

Soy Yo

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A ESFINGE indecifrável, que não própria se entende. E está presa nas próprias teias... Eu sou uma pessoa extremista, um pouco altruista. Fácil e difícil de se lidar, depende de qm for. Eu sou mto forte, por fora... Alguns chegam a dizer q sou doce, mas esses não podem comentar, talvez isso esteja no fundo do meu cerne. Eu qro é mais viver!! Mas tenho medo da vida... Eu amo estando sozinha... Sou fiel aos meus princípios, mesmo batendo a cabeça na parede. Mas posso mudar se ver q o 1+1 talvez não seja realmente 2. Bom pra maioria eu não me fiz entender. Uffa que alívio... Fico feliz com quem entendeu, vem cá...

BC e a hora certa ;)