Era tarde e o sol já havia desaparecido para seu descanso diário. Notadamente as estrelas trabalhavam em seu lugar, e tinha-se a impressão que nesta noite, elas estavam estimuladas a brilhar mais que o de costume. Talvez fosse a minha felicidade que as tornava mais encantadoras.
Em meio ao meu entorpecimento de admiração, surgiu um lapso dos problemas, esses espinhos que ferem os olhos à realidade. Não consegui entender porque as nuvens, mesmo as mais leves, pesam mais que o brilho e calor do Sol? Pesam tanto que se desintegram e transformam-se nessas imensas gotas salgadas que brotam dos meus olhos em chama. Neste momento não há sol, não há nada que as façam parar de correr em minha face. A dor em minha cabeça são essas nuvem se chocando, formando esses raios. Não há sol, não há orvalhos, não há brisa que me faça flutuar e fazer parar de chover.
BC


2 comentários:
Belíssimo texto, Bruna. Corajoso e autêntico. De fato, o modo como vemos faz toda a diferença. Quando a felicidade paira sobre nós as estrelas brilham com mais intensidade, mas, quando as nuvens da tristeza invadem nossa alma, tudo parece tristonho. Não devemos, no entanto, deixar que o abatimento nos mingue. A água pode rolar até a planta e a fazê-la crescer, talves nos surpreendendo com belas flores e frutos. Lembre-se: Depois da tempestade vem a bonança! Um grande abraço.
Texto ótimo, quem escreveu não vou nem falar pra não puxar saco. Bruna Talentosa, hahaha. Só eu sem talento.. Se pudesse postava no quem sou eu do orkut.. todos os textos. Pois são muito Belos, Continue assim pra lançar seu livro logo, Quero que você assine no meu, hein. Haha.
Mas enfim, agora que descobri o blog.. virei sempre aqui :) / Parabéns.
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